Total de visualizações de página

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

2010 de coração branco


Natal e Ano Novo estão aí e junto com eles um monte de sentimentos misturados fora o trânsito e o inferno nas ruas claro.
Já falei aqui que não gosto dessas datas, procuro ao máximo não me “contaminar” com essa euforia desenfreada que corre solta, mas com tantas luzes piscando, enfeites e programas de fim de ano fica difícil.
Inevitável não repensar algumas coisas, não fazer um balanço do ano e até criar algumas metas.
Mas podem ter certeza de que ninguém vai me ver pulando sete ondas, jogando flores no mar (que só fazem deixar a praia imunda) ou fantasiada de branco rs.
Lembro de quando minha mãe e minha avó eram vivas, o Natal tinha todo sentido, as festas eram lindas e acredito que isso é porque Natal é justamente estar com as pessoas que amamos.
Hoje tirando Maria Julia e Mariah, isso não é mais assim.
O Natal virou uma festa chata, muito mais cheia de obrigações sociais do que de amor.
Minha mãe morreu no dia 28 de dezembro e como se não me bastassem essas duas datas “inesquecíveis” ainda têm uma data no meio disso que faz com que a saudade que sinto todos os dias fique ainda maior
Ano Novo é a mesma história todo mundo parece ficar tomando por um surto coletivo de que a meia noite um milagre vai acontecer e vícios serão substituídos por virtudes, tristeza por alegria e caos por paz.
Todas essas coisas estão nas nossas mãos e podem ser colocadas em pratica a qualquer momento, agora, por exemplo, pode ser uma ótima hora para ligar para alguém com quem não falamos há muito tempo, mas que sentimos saudade e dizer um oi.
Agora pode ser o momento para jogar o maço de cigarros fora ou para ser menos exigente com as pessoas ou com nós mesmos.
Todos os anos juro que no final vai ser diferente, que vou estar em um lugar sem toda essa confusão, vou estar de havaianas com alguém ao lado de que realmente gosto muito.Mas como todas as promessas de fim de ano, nunca consigo cumprir.

Esse ano não foi fácil, talvez um dos piores dos últimos tempos.
Logo no início me meti em uma relação que não me fez nada bem, ao contrario, me desgastou.
Depois meu ex-marido resolveu ficar grávido de trigêmeos.
Isso, ele não resolveu ter um filho, teve três em uma só tacada, claro isso foi um processo de adaptação para as meninas e tudo que afeta a elas...Afeta a mim.
Também foi o ano em que uma pessoa que amo descobriu que estava com câncer e foi assustador
Uma mistura de medo, raiva, mas que depois deram lugar à esperança.
Voltar ao INCA onde vi minha mãe morrer, onde tivemos nossa última conversa me fez reviver sentimentos que achei que eu já tivesse superado.
Algumas coisas não superamos nunca
Senti muitas coisas em silêncio, chorei sozinha e tentei sempre acreditar que no fim tudo ia dar certo.
Esta dando
Não fui para Bali esse ano e senti tanta falta...
Maria Julia entrou na adolescência e achei que não saberia o que fazer quando me deparei com alguns problemas, mas fiz e acho que tenho acertado.
Dei minha primeira surra na Mariah acho que selando de vez minha maternidade com ela (só não vou falar que doeu mais em mim do que nela pq se ela ler isso vai ficar uma fera rs), mas foi um momento...Duro.
Senti a dor de ver minhas palavras distorcidas por uma revista idiota, mas o troco foi dado.
Em uma breve retrospectiva de 2009 percebi algumas coisas
Perdi um cachorro
Ganhei um amigo
Aprendi que não mudamos os outros e que não adianta insistir por mais tentador que possa parecer
Mudei alguns valores
Comprei outro cachorro rs
Continuo sem conseguir engolir comprimido
Experimentei novas situações e arrisquei
Esqueci de parar de fazer tanto drama, mas me lembrei de ser grata.
Terminei um namoro
Lembrei de como é bom ficar sozinha em casa
Meu humor me abandonou poucas vezes e isso é maravilhoso
Fui ver meu avô mais vezes do que nos outros anos
Fui ao circo (odeio circo)
Chorei vendo filmes e ouvindo músicas
Nossa chorei muito esse ano!
Voltei a rezar antes de dormir
Voltei a acreditar que ainda existem algumas pessoas que valem a pena e que merecem apoio sempre.
Descobri que não adianta esperar de algumas pessoas o que elas não tem, não podem ou não querem dar.
Superei meu medo de altura
Fiz coisas de que me arrependo, mas aprendi a lição.

Não preciso esperar até 2010 a vida é nesse momento, é agora que tenho que fazer o meu melhor.
Hoje escolhi ser feliz
Dei mergulhos longos que me levaram para perto de Deus outra vez
Agradeci tantas vezes por ter tempo de fazer novas escolhas
Limpei minha vida de algumas pessoas e deixei outras entrarem
Quero gente do bem, quero pessoas que se possa contar, quero troca.
Não quero só tirar nem só dar
Agora é hora de perder o que não me faz bem
Ganhar novas alegrias
Aprender outros caminhos.
Quem sabe uma nova língua?
Mudar o rumo das coisas
Beijar, mas só se for beijo apaixonado.
Esquecer quem me deixou triste
Esquecer o que não tem remédio
Lembrar da sorte que tenho em estar viva depois de tanta coisa
Experimentar novos sabores
Terminar tudo que comecei mesmo que eu não saiba como rs
Amar olhando nos olhos
Chorar todas as vezes que tiver vontade, sem vergonha.
Mas que as lágrimas sejam mais de alegrias dessa vez
Ir e vir
Voltar sempre que tiver vontade
Pedir desculpas quando estiver errada
Não deixar de fazer por medo de errar
Falar mais vezes obrigada
Dizer eu te amo só quando for com o coração
Andar de mãos dadas
Dar limites claros e lembrar que eu sou a única pessoa capaz de permitir que meu dia seja ruim.
Superar!
Acho que é isso que devemos fazer todos os dias, todos os anos 2010, 2011,2022 ect...
Eu desejo a todos que a vida seja leve todos os dias, que branco seja a cor da alma,do coração e não só da roupa.
Mas que seja o ano todo branco de paz.


Ps Ok eu confesso que a única coisa que amo no fim do ano é o show do Roberto Carlos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Alimentação balanceada,no estômago e na alma



Poucas vezes na vida fiquei doente, já tive uns piripaques, mas nunca uma doença.
Levando em consideração a vida que tive, isso é praticamente um milagre.
Minha alimentação pode ser classificada como a pior possível, não tenho horários regulares,como todo tipo de junk food, como chocolate compulsivamente e batata frita ah batata frita essa então nem se fala rsrs.
Essa semana sei lá por que almocei uma salada e um suco, no fim do dia tomei outro suco (tomo suco o dia todo quando estou em casa),
Um dia normal, tirando o cardápio claro.
Em casa bisbilhotando a vida das pessoas no Orkut começo a sentir um formigamento no lábio
Opa será que foi a alface?
O formigamento vai ficando maior...
Podia ser o peito de peru ou o aipo.
Resolvi que era melhor ir ao hospital
Tenho meu hospital predileto, onde já sabem todos meus problemas, tenho quarto da Xuxa com bichos pintados na parede e o comprimido já vem esmagado pq sabem que não consigo engolir.
Mas como estava assustada fui para o hospital que tem aqui perto de casa que detesto, mesmo assim fui.
Um bando de estagiarias que andam de um lado para o outro nitidamente sem saber o que estão fazendo
A medica pouco mais velha que a Mariah me perguntava:
Usa drogas?
Usei
Qual tipo?
Tipo todas
Teve algum problema com elas?
Fiquei muda, ou podia mandar a moça para algum lugar feio e ela me mandar para a psiquiatria.
Fora overdose algum problema sério?
Ok acho melhor ir embora.
Aposto que na faculdade ninguém ensina para essas moças que pessoas são pessoas e cada uma tem uma característica
Pessoas não são doenças.
Depois de 30 gotas de rivotril (uma piada para mim), me senti um pouco melhor e fui para meu “hospital de escolha” ser tratada por gente grande rs.
No caminho até o hospital ia fazendo uma lista de feira tentando achar onde podia estar o problema
Cenoura
Beterraba
Passas
Agrião
Vaca nunca fica doente e sempre come essas coisas.
Era irritante e ridículo responder todas as vezes que me perguntavam o que eu tinha feito de diferente no dia.
Salada comi salada...
Fiquei a noite toda lá e no outro dia eu tinha três diagnósticos diferentes
Fiquei com o que mais me agradou, que tinha sido o dado pelo meu cardiologista que além de ser o mais fácil de resolver também me pareceu o mais apropriado.
Nada que um dia deitada e uma bela massagem não fossem resolver
Ana Karina sei como você é (muita gente acha que sabe, mas não quis tirar a alegria dele), você está com uma crise de ansiedade.
Eu sou a ansiedade Einstein, e nunca tive problemas em ser, nem saio por ai dormente por isso, mas enfim...
Alguém me disse hoje que aparentemente não sou uma pessoa com problemas na vida. Não sou mesmo, pelo menos não dos grandes e que preocupa a maior parte das pessoas.
Não tenho um marido enchendo meu saco com o quanto gasto ou me fazendo lembrar de como fazemos escolhas erradas na vida
Tenho ex-marido e isso é bem diferente rs
Não tenho grandes preocupações financeiras, mas às vezes me preocupo com a situação de pessoas que gosto.
Minhas filhas dão muito menos problema do que a média
Faço coisas que gosto e procuro fazer o menos possível as que não gosto.
Uma vida quase perfeita.
É isso, é o quase...
Nunca gostei do quase, nunca gostei do que não fosse total, mesmo quando era para fazer coisas erradas, eu fazia totalmente errado, fazia inteira.
Sempre inteira para o bem ou não
E tenho visto algumas áreas da minha vida onde não tenho podido estar inteira, onde não tenho podido dar meu melhor ou meu pior.
Limitações.
Os únicos limites que gosto são os que eu crio fora isso prefiro não ter.
Vou ficar por hora sem saber se a culpa foi da salada ou das coisas que não andam como eu quero
Mas cada dia tenho mais certeza de que assim como escolho o que quero colocar para dentro do meu estômago, também posso fazer isso na minha vida.
A escolha é minha se quero colocar problemas ou soluções, relações de prazer ou relações que me deixem frustrada, posso escolher ter pouco e posso escolher ter tudo, posso escolher o lado bom ou me lamentar pelo que não é tão bom, posso aceitar que cada um da o que tem e posso achar que não é o bastante seguindo assim outro caminho enfim...
Todos os dias tenho as escolhas
Não posso me dar ao luxo de ficar doente, não tenho quem cuide de mim além claro de ter “defeitos” colaterais de medicações.
Não posso perder um dia, um segundo da minha vida deitada na cama se não for por escolha.
Tenho o mundo para ver,um monte de coisas que quero fazer, amores para serem vividos, erros e acertos, tenho muitos dias de sol para torrar em alguma praia linda e escondida ou mesmo aqui no Pepê, livros que ainda não lí, músicas que não cantei e ainda tenho muitas escolhas para fazer.


Ps Hoje escolhi comer chocolate o dia todo no momento verde nessa casa só meus olhos rs

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

De malas prontas.


Tive um terapeuta que dizia que eu vivia com malas prontas, como se estivesse o tempo todo de partida.
Ele estava certo.
É assim que me sinto, não sei se pela dificuldade de criar vínculos ou se pela busca por alguma coisa que não sei o que é, mas certamente nunca esta no mesmo lugar que eu rs.
Podia passar a vida viajando, quando se esta na “estrada” não paramos, se não paramos não fazemos contato, se não fazemos contato, não nos envolvemos e se não nos envolvemos...Não sofremos.
Será que é isso, quase como uma condenação?
Envolvimento tem sempre que estar ligado a sofrimento?
Quanto será que perco por evitar arriscar?
Claro que relações tem seus lados legais e divertidos ou a humanidade toda seria inteiramente sádica, já que vive em uma busca frenética por pares (mesmo os que dizem o contrário).
Já tive namorados de todos os tipos, todos os tipos mesmo.
Cenógrafos, dentista, advogado, vagabundo, surfista, engenheiro, mais vagabundo, atleta, intelectual, empresário, gays, machões, rico, pobre e por ai vai.
Todos tinham inúmeras qualidades e vários defeitos também claro
Adoraria poder escolher o “ponto forte” de cada um e juntar em um só
Mas com a sorte que ando provavelmente ia criar alguma coisa bem parecida com o Frankenstein e depois ia dar um trabalhão me livrar dele rs
A outra escolha é ficar sozinha, relações superficiais, casuais, mas também sem o coração batendo.
Não gosto dessa alternativa, já falei aqui uma vez que sou inteiramente passional e que se o coração não disparar, não vou me mover.
Então é isso, sou movida pela paixão?
Acho que sim, seja pelas coisas que gosto de fazer, por pessoas, bichos (principalmente os bichos esses sempre fazem meu coração bater forte) por lugares, tudo em mim tem que ter paixão.
Bom pelo visto tenho um problema e uma incompatibilidade de desejos
Não quero amarras, mas também não quero o vazio.
Não quero mesmice, mas também não quero viver aos sustos.
Quero segurança sem rotina
Quero ser livre para cultivar meus defeitos e também para concertar alguns, mas por escolha minha.
Não pelo som da voz de outra pessoa, tentando me transformar no objeto perfeito dos seus sonhos.
Não sou feliz todos os dias, sou quase sempre.
Não tenho resposta para tudo nem acerto sempre (Acho que sim, mas sei que não).
Não sou a melhor mãe do mundo, mas tento ser o melhor que consigo.
Sou dura com as palavras em vários momentos e não gosto de ser assim, mas sou.
Tenho TPM
Acho sempre que estou fora do peso
Acordo com um humor horrível, mas acordo linda todos os dias rs.
Às vezes dou risadas de coisas trágicas às vezes faço tragédias do cotidiano
É isso, sou só uma mulher normal como todas as outras, se é que nós mulheres podemos ser chamadas de seres normais rs.
Uma mulher normal em busca da felicidade, a felicidade plena.
Recuso-me a acreditar que se alguém é bem sucedido financeiramente, não pode ter sucesso no amor.
Se tiver beleza não pode ter inteligência
Já cheguei a achar que se eu fosse feia, gorda e meio burra teria menos expectativas ou seria menos exigente.
Mentira
E uma mentira cruel só para os acomodados
Eu quero tudo, todo mundo quer tudo.
E nada que não seja completo cheio de todas as coisas que acredito e sei que mereço vai ser o bastante
Sou uma pessoa cheia de questões, às vezes angustiada por um imediatismo que quase me leva a loucura (quando não me leva, leva quem esta por perto rs).
Realmente não deve ser fácil viver do meu lado, mas com certeza ninguém pode reclamar de monotonia rs.
Há muito tempo não me sinto com as malas tão prontas quanto ultimamente
Uma vontade de respirar novos ares, ir a novos lugares, sentir vento fresco ouvir outras musicas, não ter celular e não ter nada mais para fazer a não ser viver a felicidade.
Acho que é só uma vontade enorme de ir.
Como não me falta criatividade, já já penso em alguma coisa algum motivo ou lugar e quando menos esperar, estou eu solta por ai.
Eu estou pronta, sempre com a mala pronta.


Ps Não preciso lembrar que a mala claro é Burberry

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Nem tudo acaba em pizza


Processo nº:




Quem me conhece sabe que nunca fui de levar desaforo para casa
E não seria diferente com a palhaçada e falta de respeito feita pelo repórter da revista Isto E
Tive um terapeuta que dizia: Ana Karina com razão é um perigo.
Pois é...
No dia seguinte procurei um advogado
Fiquei muda, a pedido dele, mas finalmente agora posso falar.
Como não sou burra e aprendo sempre alguma coisa.Aprendi com essa historia também.
Não sou aspirante à famosa, ao contrario adoro ser mais uma na multidão, podendo assim fazer o que quiser o que me der vontade sem grandes preocupações.
O livro esta nas prateleiras, sei que ajudou muita gente e espero que possa ajudar ou alertar a muitas mais.
O que eu tinha de fazer já foi feito
Algumas pessoas me ligaram “oferecendo” o direito de resposta
Não obrigada
Continuo com a minha vida normal, cuidando das minhas filhas, fazendo as coisas que gosto, planejando minha próxima ida a Bali e vivendo em paz.

Ai vai a decisão do juiz e isso é só o inicio
2009.001.323444-0
Tipo do Movimento:

Conclusão ao Juiz
Decisão:

Cumpra a Serventia o art. 187 da Consolidação Normativa da CGJ. Considerando que existe prova inequívoca, consistente nos documentos anexados pela autora, e que a alegação é verossímil, e que há fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, e com base no artigo 273 do Código de Processo Civil, e no artigo 1º da Lei Estadual nº 4.083, de 10 de março de 2003, defiro a antecipação de tutela requerida, e determino que a ré conceda à autora direito de resposta proporcional ao agravo (art. 5º inciso V da Constituição Federal), com o mesmo número de páginas, linhas e fotos, na edição imediatamente posterior à data da entrega pela autora à ré da resposta formulada pela autora, sob pena de multa de R$ ..... por edição que deixar de conter a resposta da autora. Cite-se e intimem-se.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Defeito colateral.


Meu cardiologista me passou ontem medicações novas.
Para quem leu o livro ou me conhece, sabe que tenho efeito colateral até de melhoral infantil.
Acordei péssima
Depois de um almoço que desceu quadrado, talvez engasgado com o choro preso que da um nó na garganta.
Fui pegar meu cartão de crédito que eu tinha deixado com a Mariah, quem sabe assim eu podia comprar alguma coisa que fizesse eu me sentir melhor. Mas vi a inutilidade dele, já que o que o que eu precisava não se vende em lojas e hoje me pareceu tão distante, tão irreal.
Já era final de tarde e fui sentar na praia para ver o mar, sempre me sinto melhor olhando para ele.
Fiquei alguns momentos ali, olhava o mar e esperava conseguir respostas que fizessem tudo ter algum sentido.
Claro tenho alguns “amigos” que eu podia ter ligado e tentar desabafar, mas por algum motivo isso nunca funciona.
Quando olho para as outras pessoas as palavras se perdem, os problemas ou mesmo as coisas bobas que me atormentam às vezes parecem besteiras e acabo não conseguindo falar.
É incrível os estragos que podem ser feitos na infância e depois levamos para o resto da vida
Não importa se foram feitos por nossos pais, pela forma como fomos criados ou por nós mesmos, eles estão presentes em cada atitude imprópria ou na forma como lidamos com o que não é bom de sentir.
Somos seres sozinhos e isso devia estar claro, mas nunca fica.
Cada pessoa um universo, cabeças e corações atormentados, cheios de perguntas, anseios e dúvidas.
Alguma coisa nos liga, mas estar ligados não significa sermos um só.
Sou apaixonada pela vida e por todas as possibilidades que ela oferece dia a dia.
Meu estado natural é feliz, otimista e não sei nem gosto de me sentir de outra forma, acho até que não mereço nada além do que não seja felicidade pura e simples.
Já tive minha cota de dor.
Percebi sentada na praia como as pessoas lidam de forma estranha com a dor.(Legal pelo menos não sou só eu rs)
Um grupo de surfistas sentados não muito distante olhavam até perceberem que eu estava chorando. Outras pessoas que passavam também se constrangiam.
Onde é que foi parar a espontaneidade?
A que nos faz falar o que sentimos, pensamos e queremos sem vergonha?
A mesma que nos faz pedir ao invés de querer que as outras pessoas adivinhem nossos desejos ou sejam nossos salvadores?
Ser por ser, sentir por sentir só por que é real...
Fiquei olhando uma gaivota que andava pela areia perto da água, tão sem jeito quanto eu sentada de vestido ali.
A diferença é que ela sabia o que estava fazendo.
Eu às vezes não sei.
Então depois de mais algum tempo sem respostas e nada melhor fiz o que fiz a vida toda.
Levantei e andei pela areia de volta para o carro com passos de quem sabe onde quer chegar.


Ps 1 Tudo bem talvez seja só DEFEITO colateral do remédio e isso também vai passar.


Ps 2 Quem disse que coração não dói?

sábado, 14 de novembro de 2009

TPM ou inferno astral fora de hora?


Essa semana já prometia, depois dessa maldita matéria em pleno domingo.
Claro que não seria uma semana fácil, mas como sou otimista...
Já tinham três dias que a bomba aqui de casa tinha explodido (a outra bomba a da água)
Coisa de casa, sempre uma coisa resolve dar defeito quando você está dando defeito também.
Tudo bem.
Sai de casa, não liguei a bomba, mas liguei o foda-se.
Nessa sexta, acordei resolvida que já estava de bom tamanho.
Gritei o Ronaaaaaaaaaldo que gritou o homem da obra ao lado, que me disse quanto eu teria que gastar para concertar a bomba e eu... Gritei.
Gritei, mas paguei não ia ficar sem água quente e me parece que tem algumas pessoas que não dão a menor bola para os meus gritos. Tipo esses que vem concertar alguma coisa.
Continuam me olhando com cara de paisagem e no fim acabo fazendo o que tem de ser feito ou o que eles me dizem que tem de ser feito
Bom, bomba resolvida fui dar uma volta no shopping, ia almoçar com a Mariah que também resolveu dar defeito (felizmente mais barato que a bomba) e fomos comer minha batata frita predileta lotada de cheddar.
Mariah parou de dar defeito, mas aí foi a vez da batata.
Um cheddar amarelo.
Sou comedora compulsiva dessa batata, como quase todos os dias e sei a cor do queijo.
Provei, afinal podia ser só a interferência do inicio da semana ou meu dia.
Não era.
Chamei a gerente que gentilmente me explicou que o fornecedor não tinha chegado e blá blá bla.
Jurou que não ia ficar assim para sempre.
Tudo bem...
A bomba a batata, mas ainda tinha o dia pela frente.
Resolvi ir ao salão (odeio salão) eu devia saber que não era uma boa idéia.
Resolvi fazer uma massagem, afinal tudo que ando passando vai direto para meu trapézio.
Adivinhem?
O óleo da massagista tinha acabado
Tudo bem...
Respirei fundo, eu queria muito a massagem e pedi para o Ronaaaaaldo pegar em casa.Tenho vários que trouxe de Bali, sorte a minha.
Fiquei fumando cigarro “S” no calor de 150 graus, claro do lado de fora do salão enquanto esperava.
Tive momentos ótimos durante a espera e o cigarro, mas isso não vem ao caso.
Chegado o tal óleo fui para a sala, tirei a roupa e deitei na maca.
Ops
Não era maca de massagem e sim de depilação, ou seja, não tinha como ficar com o pescoço reto.
Tentei relevar afinal era um salão e não um SPA. Alem disso a moça tinha cara de que sabia o que ia fazer.
Sabia mesmo
Por 45 minutos tive momentos mágicos, olhos fechados o perfume me levou a Bali.
Claro se não fosse o podólogo e sua cliente tagarela na sala ao lado teria sido perfeito
Completamente besuntada de óleo fui lavar a cabeça e já que estava no inferno (já disse odeio salão) fui fazer a unha também
Não gosto de fazer a unha, então para não demorar não tiro cutiluca.
Pronto por que fui falar isso para a manicure?
Mas tem que tirar
Não tenho
Mas não vai ficar bom
Vai sim
Má vontade instalada, enquanto tirava o antigo esmalte quase quebrava minha unha.
Na hora em que dei a segunda mão para ela...
Um grito histérico.
Fiquei parada olhando e esperando ela acabar o grito agudo para depois perguntar o motivo
O motivo?
A cobra.
Tenho um anel de cobra que amo, ela pelo visto não gostou.
Me pediu para virar o anel para o outro lado e eu pedi para ela não fazer mais minha unha.
Fui para casa com uma mão feita e a outra não
Depois disso tudo tive alguns outros problemas alguns com e-mail outros com telefonemas no meio da noite
265 gotas de rivotril deveriam ser o bastante para fazerem apagar o dia e me apagar também.
Como não sou boba nem nada, hoje não coloquei o pé na rua, fiquei por aqui inventando coisas para trocar de lugar.
Mesmo assim não foi um dia fácil, mas prefiro não falar sobre isso.
Deitada no sofá da varanda enquanto escrevia esse texto ao som de Chaplin no piano, consegui finalmente rir.

Mais uma vez fui otimista e fui buscar o lado bom das coisas
A bomba (da água pelo menos) está resolvida
O cheddar não vai ficar assim para sempre (a gerente jurou)
Deve ser bom para a unha ficar uns dias sem esmalte (alguém me disse isso)
A cobra, era de brilhante.
Bom para terminar graças a Deus tenho bom gosto musical, afinal eu podia estar ouvindo Funk em vez de Chaplin no piano o que tornaria esse texto bastante diferente.




Ps Algumas outras coisas não se resolveram, mas lí que o rio encontra o mar.
Ou não...

domingo, 8 de novembro de 2009

Revista IstoE ...Isto é no minimo ridiculo


Hoje acordei e fui ler a matéria da revista Isto E
Impossível não chorar e não ter ficado indignada com o que li.
Mentiras, distorções e claro sensacionalismo.
Eu já devia estar acostumada a isso, mas não estou.
E acho que nunca vou me conformar com esse tipo imprensa, que mente, que não se coloca inteiramente a par dos fatos antes de escrever qualquer coisa, que compromete e principalmente que não da a mínima.
Me senti da mesma forma de quando li matérias mentirosas, quando eu tinha 15 anos.
Passei muito tempo calada.
Hoje não me calo mais
Sinto e estou sentindo uma tristeza profunda por ver nas linhas de um repórter incompetente ou no mínimo inconseqüente, minha historia mais uma vez sendo distorcida.
Começando pelo titulo da matéria: A princesinha do trafico.
Seguido por outras alucinações
Vamos lá...
Quem leu o livro sabe que nunca fui traficante.
Uma vez ganhei de um dono de morro sim uma quantidade para tentar vender, coisa que não tive o menor sucesso, já que dei para amigos e usei praticamente tudo, o que sobrou meu pai jogou fora.
Se o trafico do Rio de janeiro dependesse dos meus talentos ou até da minha vontade de fazer isso estaria ferrado
Meu nome não é Johnny, esse cara pirou?
Minha historia nunca foi de tráfico e sim de uso
Em nenhum momento escrevi ou falei para esse desvairado que o gringo foi dono de algum morro
Será que ele tem noção do que isso pode me causar ou comprometer?
Provavelmente não, ou não faz diferença.
A idéia do seqüestro não foi minha, isso está bastante claro no livro também.
Não acredito que mais uma vez tenho que me explicar sobre isso...
Ele escreve também que roubei jóias de família.
As jóias que troquei por droga eram minhas, algumas vinhas de família sim, mas me pertenciam.
Nunca roubei minha família.
Ok traficante e ladra a coisa tá indo bem...
Quando ele fala sobre o episodio do rapaz que foi morto no morro e teve o corpo feito de tiro ao alvo, parece que eu estava com uma arma na cintura trabalhando.
Definitivamente esse cara é desinformado, detesto trabalho seja ele de que tipo.
Estava comprando drogas, pessoas que usam drogas tem esse habito, o de comprar.
Vários abortos???
Bom nem vou falar sobre isso.
Ele escreve que fiquei quatro anos sem ver minha filha Maria Julia, mais uma mentira.
Equilibrava pratos para poder estar perto dela, mesmo quando ela estava morando com meu pai.O único período que fiquei sem ver a Maria Julia, mas falava com ela todos os dias no telefone, foi quando morei em Londres em mais uma tentativa de ficar de pé e poder estar perto dela.
Na vida às vezes temos que renunciar para não perder
Ele escreve que fiquei com uma lesão no cérebro.
Não fiquei tive, lesão para quem não sabe é como uma ferida superficial que com algum tempo sem o uso se fecha como um machucado.
Não tenho lesão
A parte boa é que hoje sinto, sinto tudo.
Meu sentimento é de tristeza, impotência e raiva bastante raiva.
Minha vontade era pegar o repórter pelo braço, depois de dar uns tapas claro e falar: Agora senta e escreve isso direito.
Se ele não tem um compromisso com a verdade eu tenho, sempre tive mesmo nos piores momentos.
Essa é a nossa imprensa, são pessoas como esse repórteres que nos enfiam matérias, informações todos os dias garganta abaixo, sem base e sem conhecimento.

Esse mesmo repórter me ligou dias depois perguntando se eu não conhecia nenhum gay que seja pai ou mãe que queira fazer uma matéria e como ele disse mostrar a cara
Ainda brincou falando: Só pego pepino
Bom acho que é isso ne, pepino essa é a forma que matérias são vistas.
Liberdade de imprensa para isso?
Aff

Acho que eu e minha família já tivemos nossa dose de sofrimento na vida, não precisamos disso.
Qualquer matéria, qualquer divulgação que não seja para AJUDAR jovens e familiares não me interessa.
Não acredito que essa matéria tenho tido esse propósito e muito menos o resultado que eu gostaria AJUDAR, levar um pouco de esperança para pais que estão perdendo seus filhos.
Alertar jovens a não entrarem nessa ou ajudar de alguma forma os que já estão


Abaixo segue o e mail que mandei para ele hoje em um surto de impulsividade, mas não retiro uma linha do que escrevi.
.....................................................................................

matéria‏
De: Ana Karina Cahet (anacahet@hotmail.com)

Enviada: Domingo, 8 de novembro de 2009 17:33:19
Para: waquino isto é (waquino@istoe.com.br)
Acabei de ler a sua matéria.
Bom vamos por partes
Em que momento eu falei para vc ou escrevi no meu livro que fui traficante?
No meu livro falo sim sobre uma vez em que o dono de um morro me deu uma quantidade de droga, que tentei vender, mas usei tudo e o resto meu pai jogou fora.
1 Em que momento falei para vc que usei heroína?
2 Em que momento falei ou escrevi no livro que o Gringo era dono de morro?
3 E a quantidade enorme de abortos?
4 Eu não disse que roubei jóias de família, disse que vendi minhas jóias, algumas vieram de família, mas eram minhas.
Não roubei minha família
Ate que parte do livro vc se deu ao trabalho de ler?
Pois ali fica bem claro que a idéia do seqüestro não foi minha, eu tinha acabado de fazer 15 anos lembra?
Esta bastante claro que não foi idéia minha, e mais claro ainda que realmente foi um seqüestro.
Tive conseqüências disso
Vc alterou fatos, distorceu e mudou ordens que fazem muita diferença.
5 Falei para vc que o medico disse que em cinco anos minha lesão estaria curada como uma ferida que fecha
Não tenho lesão, tive.
Por sorte minha esse mesmo medico esta hj no Brasil
Será que vc tem noção do peso das coisas que vc escreveu e de como isso pode refletir na minha vida
A princesinha do trafico?
Surtou?
Tenho família, vc tem?
Tenho filhas, que provavelmente vão escutar seus péssimos comentários.
Tenho ex-marido e amigos
Mais acho que o pior é vc ter conseguido transformar uma historia de uma pessoa com transtorno bipolar, que sofreu, teve perdas e superou, na historia de uma aspirante a marginal como vc mesmo escreveu na sua matéria infundada e de mal gosto.
Minha intenção com o livro ou cm qualquer matéria relacionada a ele, é a de alertar, ajudar pessoas que passam ou podem vir a passar pelo caminho de drogas.
Qualquer sensacionalismo não acrescenta nada e não ajuda a ninguém

Ps Para sua informçãpa palavra mais adequada para se referir a uma pessoa que usa droga não é ex-viciado e sim Dependente Químico.
.....................................................................................
E a vida continua
Ps Grande do que falei esta gravado e postado no Youtube

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Entre o Marlboro e o Bagavaghita




Há algum tempo venho pensando (eu disse só pensando) em parar de fumar
É incrível, mas não existe clínica só para isso e muito menos SPA.
Todo mundo faz tanto drama com o cigarro, inventam leis para tornarem a vida dos fumantes insuportáveis, mas ninguém inventa uma clínica para nos ajudar?
Então é isso temos que ter a tal força de vontade e pronto?
Será que alguém sabe o que é uma pessoa em plena crise de abstinência?
Todas as vezes que ameaço fazer isso minhas filhas dizem que vão morar com o pai
Já pensei nisso até como forma de castigo, muito melhor que cortar computador ou mesada.
Elas aprontam e eu digo: Se isso acontecer outra vez paro de fumar.
Sempre funciona.
Mas como ando incomodada com o cheiro e com a pele (meu pulmão vai bem obrigada) fiquei tentando imaginar uma forma de fazer isso. Tentando enlouquecer o mínimo possível e evitando que as crianças fujam de casa.
Até o Ronaldo quando me escuta falar que vou parar, sempre me lembra que quando veio trabalhar comigo eu havia parado por 2 dias e que por muito pouco ele não pensou em largar o emprego.
Foi ai que tive a brilhante idéia de fazer um retiro, literalmente me retirar do convívio social.
Há anos adoro ir ao templo Hare Krishna, estranhamente quando estou lá não sinto vontade de fumar (não muita).
Recentemente descobri um templo perto da minha casa, tem um restaurante incrível.
Eu confesso, vou ao templo por que amo a comida e adoro dançar e a última vez que fui à igreja católica, isso tem uma semana, o mesmo dia em que saí para uma noitada com meu irmão que terminou no dia seguinte, fui só por que queria beber água benta (No meu caso achei melhor beber), de qualquer forma eu vou, isso é o que importa. Quem sabe de alguma forma mágica não acabo virando uma pessoa muito espiritualizada?
Fui aos poucos, fiquei amiga do dono do restaurante, um devoto gente boa e a mulher dele estranhamente foi com a minha cara.
Eu estava indo bem
Falei que gostaria de ficar uma semana por lá que queria entender melhor o Bagavaghita e superficialmente falei do cigarro rsrsrs
Tudo ia bem, ele disse que ia falar com o responsável e me daria à resposta na outra semana.
Fiquei um pouco irritada, compro nas melhores lojas do Rio (todo mundo me deixa fumar lá) vou aos melhores restaurantes (alguns até me deixam fumar) e para ficar uma semana em um templo eu teria que esperar para ser aprovada?
Ok devia ser algum tipo de “teste” de fé.

No dia seguinte voltei ao templo só para dar um empurrãozinho, afinal a fé move montanhas, mas temos que estar lá com nossa pazinha rsrsrsr.
Ele estava bem empolgado, disse que tinha certeza de que não haveria problema e que provavelmente na próxima semana eu já poderia levar meu “colchonete”.
Ei ele disse colchonete?
Disse e não ficou por ai não, continuou falando sobre a rotina do templo.
Eu deveria acordar as 4:30hs da manha começar a meditar, depois, alimentar as estátuas, talvez um banho (na estátua claro), as 8:00hs o café da manha seria servido, provavelmente preparado por mim.
Hora de dormir, 20:00hs, sem TV, sem computador e sem contato com o mundo exterior.
Claro que não perdi a pose enquanto ele falava, balançava a cabeça concordando enquanto pensava: Ele acha mesmo que em meia hora não coloco esse bando de devotos para fazerem tudo isso para mim?
Será que ele não sabe que minha especialidade é quebrar regras?
Fato que eu ia levar o celular e com toda essa pressão provavelmente um maço de Marlboro também.
Eu só queria parar de fumar, na verdade nem queria tanto assim foi apensa uma idéia que passou pela minha cabeça.
Não queria virar Budha
Bom a semana passou fumei muito nesse período, afinal meus dias podiam estar contados rsrs.
Uma coisa me incomodava, será que eles iriam fazer um levantamento da minha ficha?
Como eu já disse, sempre gostei de templos e há alguns anos eu freqüentava o do Leblon (isso realmente tem muitos anos) eu ia com a Ana minha amiga, aprontamos “algumas coisas” por lá mas os caras são legais. Algum tempo depois fui novamente recebida e tudo esquecido.
Maaaaas como eu sempre consigo uma forma de me encrencar, acabei digamos tendo um pequeno caso com o presidente do templo, nada sério, nada de mais, eu nem estava apaixonada só fiquei curiosa sobre a coisa do sexo tântrico.
Bom o sexo tântrico não tem nada a ver com os Hare Krishnas descobri depois.
O problema era que o presidente do templo era casado e também tinha uma historia de não poder beber álcool
Poxa eu não sabia que era tudo levado tão a serio e acabei o convencendo de que algumas (muitas) doses de whisky não iam matar ninguém, Krishna ia entender.
Não entendeu.
Nem a mulher dele quando ele foi falar que ia se separar e cortar o rabinho.
Acho que ele também não entendeu. Não era nada disso que eu queria só estava mais uma vez fazendo o que sempre fiz, me metendo em confusão sem medir as conseqüências.
Devia ter algum trecho no Bagavaghita que me redimisse desse “pecado”.Ate a Bíblia tem...
Hoje voltei ao templo, encontrei um devoto dos tempos do antigo templo do Leblon, felizmente ele não lembrava nada, seqüela só pode.
Disse até para o outro lá que tinha ficado de me dar à resposta que ele colocava a mão no fogo por mim e que eu era uma devota muito assídua.
Nunca fui devota de nada nem de ninguém, mas não contrariei.
Finalmente o cara que tinha ficado de me “aprovar” disse que eu teria que freqüentar mais tempo e ai então eles iriam resolver.
Fiquei irritada, mas não dei bandeira.
Como sempre fui uma pessoa de sorte bem na porta dei de cara com uma senhora com um sari bem bonito e cara séria que veio me perguntar se eu era amiga do Harí (o devoto desmemoriado)
Respondi que sim e ela me convidou para ficar os finais de semana no templo
Yes eu pensei na hora, imagina se eu me daria por vencida tão fácil.
Falei que infelizmente haviam me falado que para ficar lá eu teria que esperar um “tempo”, ela se indignou e disse que quem cuidava disso era ela, pegou meu telefone e falou que eu era bem vinda.
Eu tinha vencido
Infelizmente para eles minhas vontades não costumam durar muito tempo
Entrei feliz no meu carro ascendi um Marlboro e dei um longo trago de puro prazer.


Ps Tudo na vida é conhecimento salvei o telefone dela também, afinal posso mudar de idéia outra vez e quem não gosta de furar fila?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

http://videos.r7.com/as-mulheres-que-foram-atraidas-pelo-crime/idmedia/cdaa0a3464870f0eb51a7345330bf6a4.html

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A vida sem rede de segurança.




Quando eu usava droga, não tinha mêdo de nada.
Assim que parei, comecei a ter mêdo de tudo.
Tudo era novo a vida era uma descoberta diária
O primeiro beijo careta, sair para dançar, cuidar de mim, da casa e das crianças,
Descobrir que tudo tinha uma conseqüência (ta bom conseqüências sempre tive só que não ligava rs)
Me sentir inadequada em determinadas situações ou com algumas pessoas
Mas o que pegava mais e até hoje ainda não é fácil, era lidar com um bando de sentimentos que chegavam ao mesmo tempo .Eu não sabia nem que nome dar a eles (muito menos o que fazer com eles).
No meio disso tudo ainda fui me descobrindo todos os dias.
O que eu gostava, o que fazia diferença e principalmente o que me fazia feliz de verdade.
Lembro um por do sol que vi em Bali depois de um dia de surf, me emocionei e agradeci por ter sobrevivido e por estar ali.
Tão perto de Deus
Claro hoje estou muito melhor, mas acho que ainda não aprendi a ser hábil com as palavras.
Minha cabeça pensa tão rápido e não consigo colocar as coisas em ordem, ai clarooooo sou tomada pelo mêdo e acabo recuando em situações que talvez não oferecessem muito risco.
Patético isso vindo de uma pessoa que ama o risco, mas para minha surpresa até eu tenho meus limites rsrsrsr.

Acho que na verdade quanto mais jovem se é mais a vida gira em torno da busca por diversão
Ai você cresce e aprende a ser mais cautelosa
Afinal sempre se pode quebrar um osso ou um coração
Aprendemos a olhar antes de saltar, por que nem sempre há alguém embaixo para amparar a queda.
Na vida não há redes de segurança

Quando foi que a vida parou de ser divertida e se tornou assustadora?

Acho que já é hora de deixar o mêdo para trás e me divertir


Ps Será que eu devia aprender a tal “dança do poste?”.
Ps 2 Nossa escrevi diversão com Ç a coisa ta feia mesmo ...

sábado, 19 de setembro de 2009

Pessoas e armários.


Hoje fui arrumar meu armário e percebi como as pessoas são parecidas com armários.
A primeira coisa que notei, foi que temos sempre muito mais coisas do que realmente precisamos ter.
Às vezes é assim na vida também
Coisas que não usamos, coisas que não tem mais função, que estão lá por habito ou simplesmente por que não queremos ou não conseguimos nos desfazer (um dia pode ser que a moda volte rs).
Mesmo assim isso não nos impede de estar sempre colocando mais coisa para dentro (do armário)
Se alguém nos pergunta por que mais coisas, qualquer mulher tem quase sempre (eu tenho sempre) um bom argumento que justifique mais coisas em nossas vidas.
Assim como os armários, nós também temos gavetas onde guardamos coisas às vezes bem no fundo.
Gavetas arrumadas outras zoneadas, algumas em que guardamos coisas que estamos sempre usando e outras que preferimos nem mexer.
Meu armário é o reflexo da minha cabeça
Quando ele esta uma zona certamente eu também estou.
Camiseta branca misturada com preta, vestidos pendurados de qualquer maneira, moletons separados dos seus pares e por ai vai.
Tenho duas poltronas no quarto e também a mania de tirar a roupa e jogar em cima das mesmas.
Dona Regina ainda não consegue distinguir de quem são as roupas na casa então depois que passa coloca todas em cima da bendita poltrona, fazendo assim com que a “minha” zona vá ficando cada dia maior.
Já dei vários ataques por isso e já expliquei várias vezes como identificar as roupas e guardar as minhas nos lugares determinados.Mas sempre que ela consegue, eu acabo reclamando, afinal ninguém sabe melhor do que eu como gosto que as coisas fiquem.
Armários e pessoas...
Tudo Pode ficar fora do lugar por dias, mêses ou nos piores casos anos rsrs.
Seria muito mais fácil uma coisa de cada vez, usar e guardar ou se não tiver mais utilidade deixar ir.Tipo feng shui que fala que temos que deixar a energia fluir
Mas quando isso não é possível, um pouco de boa vontade e muita honestidade resolvem.
Realmente eu preciso disso?
Será que ainda vou usar essa camiseta mais alguma vez?
Ok adoro esse vestido, mas ele não fica tão bem quanto no outro ano.
Fui tão feliz com esse jeans, mas isso faz muito tempo.

A honestidade mais difícil é com nós mesmos.
É fácil inventar desculpas para coisas repetidas
As pessoas são como armários...
Quem precisa de tantas camisetas brancas?
Quem precisa de tantas expectativas e frustrações?

Quando arrumo o armário (seja o das roupas ou o da alma) acabo encontrando um jeito de reorganizar as coisas, criar mais espaço, mudar de lugar ou tentar achar uma forma mais prática.
Claro sempre tenho a escolha de simplesmente colocar as coisas na gaveta,jogadas de qualquer forma, deixando assim o lado de fora com cara de “arrumado” e isso pode ate funcionar, mas não por muito tempo.

Terminei “minha” arrumação com a sensação de que ainda tem muita coisa para colocar no lugar, muitas coisas para me livrar e que provavelmente isso vai ser assim sempre.
A vida é uma arrumação de armário, nunca termina.Uma manutenção eterna.
Sempre vamos estar colocando coisas, tirando outras ou guardando lá no fundo aquelas que nos negamos a abrir mão.

Ps Pretinhos básicos são sempre peças curingas rssr

domingo, 13 de setembro de 2009

Algumas ciosas sempre mudam ,já outras...


Meu irmão mais velho o Duda esta passando uma temporada aqui em casa, acabou de se separar e mais uma vez me vejo morando com ele, como em tantas outras vezes no passado.
Hoje é diferente meu irmão não usa mais nada e eu muito menos
O que sobrou dos tempos passados foram recordações, coisas que às vezes falamos rindo outras nos perguntando como tínhamos tanta coragem ou falta de juízo.
É ate engraçado de ver e talvez difícil de acreditar também
Meu pai, por exemplo, que antes ligava uma vez na semana e eu já achava muito, agora liga vinte vezes por dia em um surto de paternidade que tem me cansado um pouco (isso p não dizer que estou de saco cheio).
Minha relação com meu pai ficou aceitável depois de tudo. Claro ele teve um ataque logo depois do lançamento do livro, se defendeu, disse que não era bem assim e se justificou.
Mas depois acalmou.
Eu me limitei a falar que não era pessoal, era apenas a minha visão, mas que poderíamos reinventar nossa relação.
Ok seguimos tentando, às vezes conseguimos outras vezes continuamos tentando rs.
Acho que deve ser difícil ainda hoje para ele aceitar que eu e meu irmão podemos conviver sem aprontar nada, sem tomar um grande porre ou sem que a policia venha bater na nossa casa ou pior na casa dele rsrsrs.
Como já diz o ditado: Minutos para fazer uma vida inteira para se arrepender...
Meu irmão predileto sempre foi o Duda, irmão mais velho teoricamente uma referência.
Mas infelizmente as referências masculinas que tive na vida não foram as melhores (pessoas são só pessoas e tem defeitos) ainda acredito que sempre tentam o seu melhor, se vão conseguir é outra coisa.
Mas o que vale é a intenção rs deveria ser
Quando o livro ficou pronto tinha 800 paginas, impossível publicar uma bíblia dessas, então muitas historias foram deixadas de fora.Algumas por que eram irrelevantes, outras repetitivas (admito que a vida de quem se droga não é criativa) e outras porque era mais “prudente” deixar de fora.
Não era novidade para mim que eu fui o “bode expiatório” tudo bem todo mundo tem que ter alguém para jogar a culpa e como eu já tinha tantas não fazia mesmo muita diferença que uns e outros jogassem também as suas em mim
Mas ouvindo algumas peripécias familiares hoje me indignei, achei um abuso saber que essa família já era tão desestruturada mesmo antes das minhas “aprontações”.No livro falo muito da família da minha mãe, mas vi o quanto à família paterna também era cercada por loucuras.
Como minha impulsividade já esta mais controlada para algumas coisas evidentemente rsrsrs. Ouvi, pensei ri um pouco, lamentei e depois agradeci. Podia ter sido pior, podia ter sido muito pior.
Falamos sobre as escolhas e as conseqüências dos caminhos que tomamos.
Claro, é fácil falar depois que já sabemos no que deu e por mais que minha imaginação seja fértil e que eu possa traçar milhares de finais diferentes para tudo.
Fico com o final que tenho hoje
Tudo que fiz e que vivi das piores as melhores coisas fizeram de mim quem sou hoje e para minha surpresa ou espanto de muitos, gosto de quem sou.Gosto de cada defeito (tenho os meus prediletos que não abro mão rs) gosto das minhas qualidades e gosto de saber que ainda não estou pronta.
A vida continua me surpreendendo
É bom poder estar com o Duda hoje aqui construindo mais lembranças.
Ensinar posturas de yoga, brincar de helicóptero de controle remoto, discutir por que ele rouba meus isqueiros, dar susto um no outro, brigar por que ninguém quer atender o telefone (sabemos que é o papai) e principalmente continuarmos vivos depois de tudo e com tanto bom humor.
Eu não tenho a família que escolhi, mas escolho as pessoas da família que quero conviver.
Escolho tudo hoje até mesmo os riscos que podem vir desabando como "neve"


Ps Adoro risco e isso nunca vai mudar

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

See you in hell ou em algum outro lugar por ai


Uma das melhores coisas que aprendi depois que parei de usar drogas, foi à liberdade de mudar de idéia.
Não ter que ter opinião sobre tudo muito menos ter que dar a ultima palavra
Muitas vezes acabei sofrendo por ter que manter minha opinião ou postura até o fim, mesmo quando já não fazia nenhum sentido.
Então retiro tudo que escrevi ontem, quase tudo à parte de ser cheia de manias, à parte dos cremes e de que a felicidade é a coisa mais importante para mim continuam valendo.
Mas não acredito mais que eu seja a completa responsável por todos os meus términos
Fui bem legal na maior parte das minhas relações, pelo menos sendo honesta. Não prometendo mais do que eu podia dar e quando prometia é por que achava que poderia.
Bom todo mundo se engana ne...
Não sei mais nada sobre relações, excerto que são complicadas, com o têmpo cansam e que dão muito trabalho.
Mas sei também que o inicio mesmo que platônico faz bem
Assim como sei que isso é sooooooo no inicio e com o tempo todos perdem a graça, acabam no mesmo velho caminho e ai, bom ai vocês já sabem.
Nada do que eu escreva hoje ou tenha escrito ontem vale para amanha, talvez sim, mas é provável que não, já que continuo mudando de opinião o tempo todo.
Por mais que eu escreva aqui e tente minimamente mostrar um pouco do que ou quem sou, nunca vai ser absolutamente verdade.
Por que a verdade mesmo, talvez nem eu saiba.
Passei tanto tempo me escondendo atrás das drogas que me misturei de mais
Tive tanto mêdo de mostrar o que sentia e quem eu era que me perdi um pouco

Esse final de semana a “marida” veio passar aqui em casa com o marido dela. Eles são casados há 10 anos e isso chega a me tirar à fome e o sono também.
Meu irmão que também esta aqui em casa e no fim de um casamento de 10 anos (deve ser algum tipo de numero cabalístico)
Então tenho um casal feliz e um que deixou de ser casal por que não são mais felizes.

Me perguntei em vários momentos olhando para eles como é possível alguém conviver com outra pessoa por 10 anos?
O que é preciso, abrir mão, ceder ou aprender?
Sei lá e talvez nunca saiba
E quando a coisa é oficial então?
Acho que me sentiria como quando compro uma casa ou um carro, papel assinado, negocio fechado pronto é meu para sempre ou até eu mudar de idéia.
Acho um abuso ter que carregar um sobrenome de outra pessoa, assim como sempre achei que quando os filhos nascem deviam se chamar, Fulano ponto final.
Já temos que carregar o sobrenome da nossa família, e depois de casar ainda ter que acrescentar mais um?
Olha que em se tratando de sobrenome eu posso falar de barriga cheia, levei quase até a segunda serie para aprender a escrever meu nome todo rs.
Mesmo já tendo “casado” várias vezes, não por que eu goste de casar, mas por que gosto de praticidade.
Quando começamos com alguém queremos estar perto o tempo todo, então melhor ficar junto e depois que acabar cada um para seu lado sem dramas (nem sempre sem dramas rs).
Mas nunca casei de verdade, só na Índia, mas já disse que lá para mim não valeu assim como também não gostei de andar de elefante.

Realmente não consigo me ver e nem entender o sentido de se ficar com alguém para o resto da vida e lembrem a vida pode ser longa.
O que leva as pessoas a fazerem isso se amor não dura para sempre?
Será mêdo da solidão?
Ninguém nunca ouviu falar em animais?

Inícios são mágicos e términos trágicos

E como diria Mae West: O casamento é algo onde dois se tornam um, um se torna nada e nada se torna insuportável.
Ouvi isso quando era pequena e ficou na minha cabeça para sempre,será que a culpa é dela?

Não quero olhar para 10 anos e falar: Pqp quanta coisa eu poderia ter feito...

Talvez eu não queira uma pessoa para sempre por que não saberia o que fazer com ela depois de tanto tempo. Ou não suportaria que ela me visse como realmente sou.Podemos enganar algumas pessoas por um tempo, mas não podemos enganar todo mundo o tempo todo.
Prefiro continuar assim mostrando o meu melhor (sempre que possível) vivendo apenas o inicio e tudo que vem de bom com ele, mas sempre indo embora no fim.


Ps Relações podem levar a uma viagem ao céu ou ao inferno, mas os dois têm que estar dispostos a pagar a passagem.

domingo, 6 de setembro de 2009

Pares Imperfeitos.



Andei pensando nas diferenças e nas expectativas que as pessoas colocam umas nas outras.
Claro não cheguei a nenhuma conclusão, mas pude descobrir e perceber traços quase invisíveis de repetições, mas que fazem grandes diferenças.
Normalmente quando terminamos uma relação imediatamente apontamos o dedo para o outro ou por que já é um habito que nem acordar e escovar os dentes ou porque é mais fácil do que olharmos para as nossas falhas, assim não temos que mudar e seguimos dando com a cara no chão a culpa vai continuar a ser do outro.
Felizmente para mim não tenho esse hábito e de tanto ter dedos apontados para mim desde sempre acabei me acostumando a um outro habito, o de ser sempre a culpada.
Tudo bem ate que gosto disso.
Me tornei uma pessoa praticamente inviável no setor convivência só consigo fazer isso com minhas filhas (por que sou eu quem manda hehe) e com meus animais por que eles não têm escolha rs
Criei várias manias quase toc.
Impossível alguém entrar no meu banheiro de sapatos, sentar na minha cama com roupa da rua, usar meus cremes então pode dar ate morte.
Saio do banho e tenho um ritual de quase 40 minutos de cremes.
Cremes para bunda, cremes para celulite, creme para parte interna da coxa e outro para a externa, creme para a barriga e finalmente depois de todos esses um hidratante geral por cima de tudo.Ai começam os do rosto, são três.
Não repito roupa para dormir isso independente de estar ou não acompanhada. Imagina se morro dormindo e sou achada vestida de qualquer jeito?
Não falo quando acordo e demoro cerca de meia hora para acordar
Detesto quem fala bom dia, pelo menos antes do meu café.
Não gosto de telefone e acho sempre que as pessoas deveriam ter a obrigação de saber isso, evitando de me ligar .Excerto em caso de urgência(urgência pode ser uma super fofoca ou alguem que morreu)
Bom mesmo é falar com a minha marida por que ela não ouve nada do que digo também não escuto o que ela fala, quando não temos mais vontade de falar desligamos uma na cara da outra sem ressentimentos e tudo bem.
Fora minhas manias, claro que não estão todas aqui tenho o probleminha com a rotina.
Falar tudo que se pensa também não é muito bom em uma relação. Ninguém espera que você diga realmente o que pensa ou sente e quando faz pode ter certeza que terá problemas.
Alem dessas coisas não gosto do que normalmente se espera que mulheres gostem deixando os parceiros menos hábeis sem saber o que fazer, ou seja, me torno uma pessoa difícil de agradar.
Mas só para os pouco criativos rsrsrsrs
Jantares românticos, flores e declarações podem me dar sono, mas como já disse aqui sou romântica só não gosto do lugar comum.
Um "amigo" me disse que uma pessoa que se apaixonou tantas vezes como eu, obviamente é uma pessoa romântica.Concordo.
Já tive demonstrações de romantismo até bem criativas, dessas gostei.
Teve um “marido” o que “casei” na Índia que mandou um avião passar duas vezes do Recreio ao Leme puxando uma faixa nada discreta escrita: feliz 2007 comigo
Foi bem romântico eu achei, mas nada apropriado também, já que eu era casada e não era com ele.
Teve um outro que escreveu que me amava no chão da rua na frente da minha casa, eu teria adorado se eu não morasse na esquina da casa do meu pai.
Ah teve um que escreveu um livro, na verdade começamos um romance meio complicado já que eu tinha um marido e um “achante” de marido que atrapalhavam um pouco.
Esse eu não gostei não.
Fui para Búzios e a cada capitulo do livro ligava para ele histérica.
Como ele podia me expor tanto assim (eu me exponho, mas ai é problema meu).
Esse devia ser doido mesmo já que termina o livro casado com duas mulheres e as duas sou eu
Duas de mim?
Ele disse que estava eternizando o nosso amor.
Quem quer um amor eterno?
Mas as declarações que mais me marcaram foram às feitas com simplicidade, olhos nos olhos com verdade.
Coisas que só se sente uma vez pelo menos uma de cada vez rsrsrs

Bom o fato é que percebi que todas as relações que não deram certo foram única e exclusivamente por minha responsabilidade.
Sorte a minha ter chegado a essa conclusão, já que só podemos mudar alguma coisa quando sabemos que ela existe.
E quando queremos claro rs

Mas uma coisa é fato não quero ficar na mesmice como vejo muitas pessoas, não quero estar casada pensando em outras aventuras, qualquer coisa que de ânimo a minha vida chata e cheia de rotina.
Para ficar assim melhor ficar sozinha
Todos meus amores foram intensos e cheios de altos e baixos, sempre me tirando o ar, mas quando o ar sobra é hora de partir para outra.
Nunca tive mêdo de recomeçar desde que esse recomeço seja em busca de felicidade
Convenções familiares, conta conjunta e filhos nada disso é o bastante para eu abrir mão da minha felicidade.

Então continuo não acreditando em pares perfeitos, mas cada dia acredito mais na perfeição dos olhos nos olhos.



Ps Pares imperfeitos podem ser os melhores.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Comemorar todos os dias.




Sempre detestei qualquer data festiva, Natal, Ano Novo, dia das mães, dia dos pais, Páscoa e claro aniversario.
Não gosto de obrigações muito menos obrigação de estar feliz ou de estar fantasiada de branco tipo no ano novo (como protesto sempre passo com outras cores, ate de preto) e a obrigação de estar em algum lugar.
Nessas datas aqui em casa sempre temos problemas,
Maria Julia tem um espírito natalino insuportável e fala que meu espírito natalino é de porco hehehe
Mariah ama ano novo, acho que essa coisa adolescente de que a meia noite todos os problemas vão desaparecer e ela pode zerar tudo e recomeçar,deve ser a mesma coisa que sente quem fala que segunda feira começa a dieta ou para de fumar.Segunda feira sempre foi o “ano novo” de quem tem alguma tarefa detestável tipo essas rs
E eu adoro os dias normais não gosto de manifestações em grupo e não dou a mínima para o coletivo. Quando chega à época do meu aniversário já começo a ficar em pânico um mês antes por que sei que não vai faltar gente falando que TENHO que fazer alguma coisa.
É engraçado como as pessoas reagem quando digo que para mim é um dia normal como outro qualquer e que não vou fazer nada de especial
Algumas falam: Ah, mas não se faz essa idade todo ano.
Claro gênio não se faz nenhuma idade todo ano e deve ser por isso que cada dia gosto menos dessa comemoração
Como tudo na minha vida, meu aniversario também não poderia ser simples e normal como o das outras pessoas. Na verdade nasci dia 31 de agosto (hpje), mas minha mãe resolveu me registrar no dia primeiro, passei ate o meio da adolescência achando que era no dia primeiro e quando descobri que não, me causou um desconforto;
Mas como já disse sou boa em mudar as situações e meu aniversario virou uma data a ser comemorada dois dias era boa na época em que eu me drogava, afinal tinha uma desculpa por dois dias para sumir.
Mas agora tenho um problema dobrado, realmente a vida pode ser vista por vários ângulos.
No ano passado fiz uma festa indiana aqui com direito a banda cantando mantras e comida típica, fora toda a decoração (sabia que algum dia toda bugiganga que compro nas viagens iam servir para alguma coisa), foi bem legal.
A verdade é que alem claro de perceber mesmo que eu me faça de besta e tente não reparar nisso vejo os anos passando e a idade chegando e não acho graça nenhuma nisso rs
E minha mãe, minha mãe faz falta o ano todo, mas principalmente nessas situações.
Hoje quando me levantei, lembrei dela e tentei imaginar a..."alguns anos" rs quando eu estava para nascer o que ela deveria estar sentindo, devia estar nervosa já que não sabia nem que dia do mês era rsrsrs.
Quem fez o parto da minha mãe foi meu tio que também era meu padrinho, disse que já nasci gritando e com os olhos abertos curiosa para o mundo.
Sempre que vejo fotos de quando eu era pequena, acho os olhos tristes e sempre me vinha à cabeça quanta coisa “aquela” criança teria que passar na vida, algumas por escolhas outra por falta delas.
Mas hoje olhei com outros olhos para a mesma fotografia e me senti orgulhosa daquela criança
Forte, chorou, fez chorar, foi feliz também, aprendeu, errou, errou outra vez, mas nunca desistiu e nem perdeu o humor.
Em algum lugar por ai hoje minha mãe deve estar comemorando e não tenho duvida que orgulhosa da filha
Na vida vemos pessoas que amamos indo embora, talvez para nos esperar em algum lugar um dia, mas também vemos pessoas que amamos chegarem.
Então mais uma vez notei que datas não são importantes, o que realmente importa é o que fazemos com nossas vidas, como cultivamos as nossas relações e que no dia a dia é que vemos o resultado do que fazemos.
Meu presente de aniversario esta aqui bem perto de mim nos quartos ao lado Mariah e Maria Julia e todos os dias deveriam ser de festa só por isso


Ps O bom de se mentir a idade é que você pode aproveitar as velas dos outros anos

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Roteiro Helena Rubinstein









Eu já havia estado em Bali um ano antes.
Na primeira semana tive um surto com tanta confusão, parecia a Índia só que com perfume de incenso por toda a ilha.
Gritei muito, em 6 dias me mudei de hotel quatro vezes e o coitado do Rony alem de ter que agüentar minhas reclamações (acreditem sou boa nisso) ainda tinha que carregar minhas malas que não eram poucas e cresciam, já que entre um grito e outro eu parava para fazer um shopping ninguém é de ferro. Eu só corria para as agências de viagens e falava que queria ir para Mônaco ou Saint-Tropez ou qualquer outro lugar civilizado no mundo.
Mas acabamos nos encontrando e passei a amar aquele lugar. Chegando a adiar minha volta varias vezes e acabei ficando dois meses lá.
Todos os lugares que ia me lembrava das minhas filhas e de como eu queria mostrar esse lugar no mundo para elas.
As meninas já viajaram bastante comigo, mas queria mostrar uma coisa diferente desse roteiro Helena Rubinstein que todo mundo faz, Paris, Nova Iorque, Disney e Miami.
Queria dividir com elas as sensações que tive com cada nova descoberta e resolvi que no ano seguinte elas voltariam comigo.
Me organizei, com a ajuda de um ex-namorado que mora em Bali há alguns anos e que já mandou um e-mail me proibindo de falar o nome dele no Blog (heehhe tentador só pra dar uma irritada) aluguei uma casa linda, convenci a Constança a ir junto, malas prontas lá fomos nós.
O roteiro era uma romaria SP/Paris depois Paris/Doha e continuava Doha/Kuala Lampur e depois finalmente Depansar, foram mais de 30 horas de viajem com direito a tudo, era a primeira vez que as meninas faziam uma viagem de classe econômica (eu achava bom para elas e para meu bolso também rs).
Mariah teve desde gorduchos a indianos cheirando c Cury como companheiros de poltrona, Constança irritada por que queria fumar (fumou dentro do aeroporto de Paris no meio da esteira) Julia adorando tudo. E eu? Bom eu tomava meu rivotril e apagava matando de inveja elas e quem mais não conseguisse dormir.
Chegamos em Bali mortas, mas só o ar morno no aeroporto já me fazia sentir melhor.
Todos adoraram a casa.
Vocês sabem que assim como nas relações tudo é festa no inicio e não foi diferente com nossa nova casa, os banheiros tinham o teto aberto, lindo tomar banho olhando as estrelas. Lindo por três dias.Depois começaram as paranóias, bichos estranhos que faziam barulhos na moita que tinha para enfeitar os banheiros, paranóia de ser vista e a minha maior e de sempre os morcegos.
Fui aos poucos mostrando o por que de eu ter me apaixonado por essa ilha como nunca fui por nenhum outro lugar no mundo.
Enquanto Constança se enfiava em computadores, ela tinha que se manter conectada com esse lado do mundo, nós ficávamos em uma loja de sucos onde usávamos o lap top enquanto as balinesas faziam massagens nos nossos pés. Não poderia ser melhor.
Praias maravilhosas, água morna, areia branca tudo perfeito a noite íamos fazer compras antes claro passávamos no Spa para uma massagem.
Lembrei de um spa que eu ia sempre no outro ano e lá fomos nós, tudo ia bem até que Constança viu um rato to tamanho de um gato andando pelo teto, mais uma gritaria e nunca mais voltamos la.
Como diria meu ex-inominável rsrsrs “a ignorância é uma dádiva”.
Tivemos de tudo no início já que éramos três mulheres (fora minhas múltiplas personalidades) e um homem (que cá pra nós também tinha lá seus momentos bipolares) e assim foi um aprendizado, brigas, discussões até para se resolver para onde iríamos essas coisas de quando você não está sozinho e pode escolher sem se preocupar em agradar a todos.
Tudo foi muito especial, ver os olhos da Mariah no aeroporto de Dora olhando para os homens de turbantes e achando que todos eram Sheiks, Constança vendo milhares de possibilidades brilhantes de fazer grandes negócios e Maria Julia que amava tudo desde catar estrelas do mar no final da tarde ate comer o camarão predileto dela na praia.
Adoraria contar cada detalhe do que vivemos, mas vocês iriam parar de ler, melhor deixar para um possível próximo livro.
Quero chegar no lugar que senti que consegui mostrar para as meninas que viajem poderia ser muita mais rica do que fazer compras, falo senti por que não foi uma coisa que eu tenha só visto com meus olhos, senti com meu coração.
Resolvemos ir para Lombok uma outra ilha próxima a Bali e foi assim que tudo começou.
Tínhamos que pegar um ferry Boat, tudo bem achei que era alguma coisa tipo ir ate a ilha do governador de barca apesar de nunca ter feito isso, todo mundo faz então não poderia ser tão ruim.
Mas era.
Era bem pior do que qualquer coisa que minha imaginação fértil conseguisse pensar.
Milhares de caminhões, só homens (caminhoneiros) muçulmanos e nosso carro lá bem pequeno parecendo que seria esmagado por todos os caminhões a nossa volta. Mariah chorava, Julia também e eu gritava que queria sair de lá o mais rápido possível.
Ok meu ex INOMINAVEL com toda paciência do mundo e olha que definitivamente, paciência nunca foi o forte dele,nos tirou de lá.
Fui chorando irritada pela estrada, pedi para parar o carro, andei de um lado pro outro enquanto tentava tomar coragem para voltar e encarar isso.
Ele tinha dito que muitas amigas dele faziam essas viagens sozinhas, até hoje não acredito nisso e se for verdade acho que devem ser todas umas loucas, o fato é que da mesma forma que já disse para vocês que não lido bem com a palavra NÃO, também não gosto de ser comparada e se elas podiam eu também poderia.
Voltei para o carro e resolvi que iríamos voltar e fazer essas seis horas, não éramos mulherzinhas e sim três mulheres e eu por já ter passado tanta coisa na vida não ia me intimidar com uns muçulmanos que nos olhavam como se estivéssemos sem roupa, muito menos com caminhões e um lugar imundo.
Mais uma vez voltamos para o lugar onde tínhamos que esperar, Mariah cismou que tinha que ir ao banheiro, e o INOMINAVEL tinha dito que lá o banheiro era um horror.
Em Bali por todos os lugares se encontra uma barraquinha onde se vende uma comida que nunca provei tipo um “PF” e nesse lugar que estávamos também tinha uma dessas, só que com um restaurante no fundo. Lá foi Mariah que voltou com a cara assustada quando descobriu que o banheiro era no meio, isso mesmo não era ao lado, nem na frente, era no meio da cozinha (vale lembrar que por lá eles não têm habito de usar papel higiênico e que muitos banheiros são um buraco no chão).Mas horror mesmo foi à cara dela depois que viu andando livremente por cima das comidas da tal barraquinha um rato, outra gritaria.
Achamos um lugar no alto em uma varanda, colocamos no chão com uma canga e ficamos de frente para uma lua cheia igual a de um filme.
Seis horas depois estávamos vivas e tínhamos que pegar o carro por mais varias horas para finalmente chegar ao local onde tinha o hotel que eu queria levar as meninas.
Imagina depois de horas de horror quando chegamos em um hotel na areia da praia com um mega café da manha, quartos lindos e limpos, estávamos no paraíso.
Tivemos um dia perfeito com sol, conforto e relaxados, claro até as meninas ouvirem um som estranho no teto do quarto delas e descobrirmos que havia ali uma cobra. Nada é perfeito
Ficamos alguns dias lá, mas como a diária não era das mais baratas e ainda não tínhamos chegado no nosso destino final, fomos na ultima noite em lombok para um hotel mais simples afinal seria só uma noite.Tudo bem
Conseguimos um único quarto.Eu devia estar com meu espírito aventureiro no máximo (isso por que eu não sabia o que ainda viria pela frente), chegamos tarde lá e o balines simpático veio nos trazer toalhas, pena que junto com ele, mais especificamente no ombro, veio também uma barata do tamanho de uma lagosta, mais uma gritaria e acordamos o hotel inteiro.
No outro dia partimos para o lugar que havíamos programado, mais horas de carro e quando chegamos descobrimos que o barco que nos levariam a outra ilha só sairia no outro dia, tudooooooo bem lá fomos nós para outro hotel.
Uma coisa que já estava virando normal era chegar em um hotel e perguntar se tinha água quente, já que muitos hotéis lá não possuem esse “luxo”, para nossa sorte esse também tinha, banho quente e sapos, muitos sapos.
Na hora do jantar ficou claro, um cardápio inteiro com variedades de sapos, não eram rãns, eram sapos, verdes e grandes dos que você acredita que se beijar vira príncipe.
Fora que o hotel era assombrado, mas não vou me estender.
Dia seguinte pegamos o tal barquinho e fomos rumo ao paraíso, algo estava estranho às pessoas só levavam mochilas e nos tínhamos pranchas (o mar era uma lagoa) e malas rosas e enormes.Lá na ilha mais uma surprezinha, não havia carro e o único meio de transporte era charrete ou a pé.
Dei logo um ataque imagina se alêm das malas super pesadas o pobre do cavalo ainda ia ter que nos levar, nem morta.Fomos à pe, enquanto nossas malas rosas, junto com pranchas seguiam em busca de um hotel.
Depois de varias tentativas finalmente achamos um hotel, era lindo tipo um chalé de palha, estava morta e resolvi que já chegava de andar, iríamos ficar por lá mesmo.
Assim que entramos descobrimos que nosso velho conhecido banheiro sem teto havia voltado para nossas vidas
Nunca digam que nada pode piorar, por que pode. Não tínhamos água doce normal dessas que o cabelo sai macio e sim água salobra, com cheiro ruim e deixando a sensação de estar melada.
O chão era feito de tabuas, tudo bem se pelo menos elas fossem grudadas, mas não. Elas tinham espaços do tamanho de dois dedos e dava para ver o chão de areia.
As paredes de palha trançadas deixando espaço para qualquer bicho entrar foram o bastante.
Resolvemos que já que eram essas as condições, então iríamos dormir na praia,pelo menos a primeira noite para tentar entrar no clima .
Sempre tive talento para modificar situações e tivemos uma noite linda na beira do mar, olhando um céu lotado de estrelas e foi a primeira vez que as meninas dormiam na praia.
Não era na areia, mas em cima de umas coisas que eu chamava de surubão, mesmo lugar em que comíamos também.
Ficamos nessa ilha uma semana, fizemos mergulho, vimos tartarugas, peixes das cores mais variadas, mergulhávamos de mãos dadas vendo aquele mundo paralelo cheio de cores. Comíamos na praia peixes frescos, tirávamos fotografias com mêdo de que a memória deixasse algum detalhe escapar, rimos, nos emocionamos e ate acostumamos com a água e com as tábuas.
Houve uma noite em que tinha uma festa dos “cogumelos mágicos” uma ilha toda doida e nós claro não participamos. Eu não uso mais drogas e é só por isso que consigo ter momentos tão especiais.
Voltamos de lá e eu me senti tendo conseguido fazer a coisa certa, foram momentos maravilhosos, mostrei para elas e descobri também, já que nessa ilha eu nunca tinha ido.
Aprendemos a enfrentar nossas frescuras ocidentais, valorizamos coisas que antes nem notávamos, ficamos mais próximas, me senti com o coração pleno por ter participado com elas dessa nova experiência.
Uma das coisas que eu queria que elas descobrissem, é que é possível fazer uma viagem sem comprar nada e se divertir muito, que a vida é rica por si só podemos encontrar beleza e alegria na simplicidade.
E acho que consegui


Ps 1- As melhores coisas das viagens não trazemos nas malas, mas ficam guardadas para sempre.


Ps 2- Viram como estou menos transgressora e não falei o nome do ex-inominável ate o fim? Hahahahahahahha

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Flavia


Vocês devem lembrar da Flavia minha amiga de todas as horas, estivemos internadas juntas e também recaídas.
Eu e a Flavia nos metemos em tantas confusões que se fosse escrever todas teria que fazer um livro só para nossas historias.
Umas das coisas que mais chama atenção na Flavia é o humor, nunca vi uma pessoa para rir das desgraças com tanta vontade como ela e olha que eu também costumo olhar para as minhas com humor, mas ela é insuperável.
Dei algumas “dicas” para Flávia quando estávamos na clinica, um dia ela foi dar um ataque típico de quem esta internado e quer chamar atenção, às vezes pode ate ser a pressão mesmo, mas não acho que tenha sido.
Ela fez todo um discurso, falou alto parecia decidida a realmente ir embora, seguiu falando enquanto entrava no quarto para preparar as malas.
Fiquei olhando toda a performance dela e não acreditei quando ela simplesmente entrou no quarto
Ué, mas só isso?
Me levantei indgninada e fui ate o quarto (que por sinal era dividido por nos duas e mais uma outra paciente que com alguns dias de convivência e ouvindo nossas insanidades pediu para ser transferida) para reclamar
Ela provavelmente achou que eu ia falar alguma coisa do tipo não vá e bla bla bla.
Mas não
Olhei pra ela e perguntei:
Você ficou maluca, não sabe que depois de todo esse seu discurso você devia bater a porta do quarto depois de entrar?
Não sabe a diferença que isso faz, causa muito mais impacto nas pessoas.
Caímos as duas na gargalhada e claro ela nem começou a fazer as malas.
Flavia sempre foi minha memória e isso não tinha graça nenhuma já que tem coisas que preferimos esquecer mesmo.
Ela era capaz de dar os maiores furos nos lugares mais impróprios e ainda assim não dava p ficar com raiva dela
Flavia também era meu obituário, toda vez que eu ia viajar ela ficava incumbida da missão de me ligar se alguém morresse.
Vocês sabem quando estamos usando droga as pessoas morrem o tempo todo e eu gostava de me manter a par da situação (não lia jornal pq afinal não morria ninguém do meu ciclo e as noticias não me interessavam muito)
Foi ela quem me deu a noticia da morte da Cássia Eller, estragou meu passeio na Disney.
Hoje nos vemos pouco já que quase não tenho saco para ir para a Zona sul e a Flávia é a pessoa mais pão dura que conheço na vida rsrsrs outra característica dela.
Mas para quem leu o livro e às vezes se pergunta que rumo as pessoas tomaram ai vai
Flavia deixou de ir ao NA, mas continua bem.
Entrou para uma aula de dança e sai por ai dançando com um grupo que ela diz ser bem legal, Foi outro dia para Cuba eu acho, para dançar, claro que ela não teria feito esse “super gasto” se não estivesse apaixonada pelo professor outro fraco dela gostar de homens impossíveis rs.

Flavia é minha amiga de todas as horas, posso ficar o ano todo sem encontrar com ela, mas quando nos vemos é como se estivéssemos estado juntas na noite anterior.

Na verdade hoje não sabia sobre o que escrever, tudo me parecia meio triste, deve ser essa droga de tempo e fui correndo lá na pagina do orkut dela, pedindo que ela me lembrasse alguma historia nossa. Já que ela sempre foi a minha memória.Como ela não respondeu tive que me virar sozinha



Ps Ela pode não ser mais minha memória, mas continua me fazendo dar um sorriso sempre que lembro de nossas historias.

sábado, 22 de agosto de 2009

Reclusão forçada


Assim como quase tudo na minha casa, meu computador tem vontade própria e ontem resolveu que não queria “trabalhar”.
Ele às vezes faz isso, mas sempre tenho o Ronaldinho pra resolver.
Já falei pra vocês do Ronaldinho?
Ronaldinho é o meu motorista,mais do que isso, ele virou uma espécie de baba, faz tudo.
É ele quem sabe onde fica tudo, quando tenho que pagar as contas, ele que grita com a mulher da net. Eu odeio ter que ligar pra lá e ficar sendo transferida de um setor pra outro e no fim ainda ter que dar nota para o atendimento. O atendimento é uma merda, nunca conseguimos o que queremos e eles nunca perdem a paciência, continuam com a voz calma repetindo um texto decorado, nos dão razão, mas nunca podem resolver nossos problemas.
E enquanto gritamos eles apenas repetem: A net agradece a sua ligação.
Ronaldinho conhece meu humor assim que entro no carro dependendo da minha cara ele já tem a trilha sonora apropriada, tem de tudo musica pra depre, musica pra quando tô animada e ate silêncio pra quando estou atacada.
Mais infelizmente Ronaldinho tem vida própria e esse mês resolveu tirar as férias dele.
Nunca tinha ficado sem ele, desde que esta comigo.
Em geral ele faz isso no inverno quando não estou no Brasil, mas por alguns motivos que não vem ao caso agora esse é meu primeiro inverno Brasileiro depois de alguns anos e não estou gostando nada disso.
O fato é que notei como me tornei dependente do Ronaldinho
Temos uma brincadeira aqui e cada vez que vou sair dou um grito bem alto RONALDOOOOOOOOOOOOOOO e assim o condomínio inteiro sabe que vou pra rua
Ronaldo se mete em tudo, da conselhos amorosos p Mariah, faz o trabalho de espião pra Maria Julia quando ela acha que estamos escondendo alguma coisa dela e também vive pedindo conselhos rsrs.
Uma das coisas que deixei de fazer quando estava me drogando foi tirar uma carteira de motorista adoro dirigir meu carro, mas por uma questão de bom senso e por respeito à vida de todos os moradores do meu bairro só faço isso quando estou na fazenda.Amo dirigir na estrada de terra.
Vocês devem estar se perguntando por que estou a tanto tempo sem usar nada e não tomei vergonha e fui tirar uma carteira de motorista.Simples por dois motivos, pura falta de vergonha e por que claro eu tenho o Ronaldinho.
Não que eu viva na rua, ao contrario conheço poucas pessoas tão caseiras como eu, às vezes fico quase uma semana sem sair de casa, tenho tudo que preciso aqui e vejo só as pessoas que quero ver. Não gosto de sair à noite e sem sol fico triste mesmo, como só chove nessa terra nos últimos tempos, achei que ia tirar de letra.
Mas sendo eu como sou,já deveria ter imaginado que seria do contra. Tem uma coisa que não mudou em mim e não sei se um dia vai mudar, não posso ouvir a palavra não.
E só em saber que NÃO posso sair de casa claro tenho mil coisas que invento todos os dias pra fazer e uma vontade incontrolável de ir pra rua.Posso apostar que se o Ronaldinho estivesse aqui eu não ia querer sair, ia curtir esse tempo frio e ficar por aki mesmo.
Me sinto em uma das clinicas que fiquei, a diferença é que aqui eu faço as regras e eu mesma as quebro bem melhor assim ne rsrsrs.
Estou em contagem regressiva e poucas vezes na vida quando alguém me pergunta que dia do mês é hoje eu sei responder, mas durante as férias do Ronaldinho eu sei todos os dias.
E enquanto ele não volta fico aqui fazendo meus planos agendando mentalmente todas as coisas que vou fazer, os lugares que quero ir as amigas que quero rever.
Imagina a Ana, vocês devem lembrar dela, a que ia para o templo hare comigo mora no Leblon falo com ela pelo MSN, mas não nos vemos desde o lançamento do livro, mas nem conta por que foi muito rápido. Ela é uma das primeiras que quero ver assim que acabar meu período de reclusão

O que consegui concluir nesses quase 30 dias é que posso perder o celular, posso levar um pe na bunda do namorado, meu cartão de credito pode ser bloqueado, mas não posso ficar sem o Ronaldinho.

Fico por aqui contando os dias e fazendo planos para minha nova vida em liberdade com Ronaldinho claro.




Ps Espero que ele não leia isso por que certamente vai pedir aumento rs

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Ontem fui dormir pensando no que tinha colocado aqui.
Tenho muitas historias engraçadas com namorados e modéstia à parte sempre dei muita sorte com eles.
Aprontava "de um tudo" e sempre no final me dava bem
Tenho fama entre algumas amigas de ser uma mulher que não se apaixona (pelo menos não por muito tempo) de quem tem bons conselhos para dar sempre nessa área, muitas já me pediram brincando para fazer um guia.

Mas essa não é a verdade, pelo menos não toda.
Ao contrario do que elas pensam, eu me apaixono, me apaixono intensamente.Vivo cada relação como se fosse pra sempre
Todas as vezes que trai algum namorado, foi por paixão, paixão por outro claro.Mas nunca por ser leviana, isso não.
Talvez eu tenha percebido em mim um lado que eu desconhecia.
E dei um pulo da cama quando percebi que sou romântica
Mas como?
Logo eu?
Pois é eu mesma, ascendi um cigarro e fui vasculhar minhas memórias procurando traços da mulher que como meu amigo Caca chamava predadora que todos viam em mim e que ate eu acreditei ter ou ser.
Pasmei.
Não achei nada dela, ao contrario me lembrei de quantas vezes meu coração disparou quando o nome da paixão da vez aparecia no visor do meu celular.
De quantas noites inesquecíveis e momentos inesquecíveis tive com cada um deles.
Brincadeiras particulares, apelidos, olhos nos olhos, historias engraçadas, confusões e etc.
Tudo especial e único.
Pq eu era única com cada um ate aparecer uma nova paixão
Então descobri mais uma coisa.
Descobri que sou apaixonada por estar apaixonada e como todo mundo sabe que paixão não dura pra sempre talvez seja isso que me leve embora, em busca do coração batendo forte outra vez.
Sempre tentei ser o mais honesta que conseguia e claro que podia, pra depois não ter chororo nem ouvir que fiz falsas promessas.
Melhor lembrar outra vez pra vocês (e vai que tem algum ex lendo isso tb)
Cada vez que jurei amor eterno, era verdade.
Cada vez que eu disse: eu te amo, era verdade.
Cada vez que eu disse que queria que durasse pra sempre era verdade.
Tive um namorado que me perguntava:
Karina você me ama?
E eu respondia: Amo Z mais não amo todo dia
E era a mais pura verdade, não fui feita para pares eternos, não consigo manter o coração disparado todos os dias logo não consigo manter uma relação pra sempre.
Eles deveriam ser gratos p tanta sinceridade ate por que isso é coisa rara hoje em dia, mas não são...
Então talvez isso seja só para deixar claro e quem sabe assim evitar pelo menos um pouco de julgamento ou para ter julgamentos mais doces quando eu contar mais algumas historias dos meus namoros por aqui



Ps Hoje meu coração não esta batendo forte, perigo para o atual namorado rs.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A bela menina do cachorrinho

video

O inicio

A algum tempo já tinha percebido que as pessoas que leram o livro, de alguma forma se tornam intimas.Normal já que o livro fala da minha vida.

Sempre que falo com alguém que me procura depois de ler ou pelo Orkut ou por e-mail tenho a sensação de estar falando com alguma amiga ou amigo, me sinto à vontade, também já sabem de tudo rs.

Mas foi ai que fiquei pensando sobre esse “tudo”.

Minha vida não parou depois do livro, certamente ficou com menos adrenalina rs às vezes comparada ao que era antes ate meio entediante, provavelmente não daria um outro livro rs.

Ou talvez sim...

Então resolvi criar esse blog (mais uma senha para eu ter que decorar rs) assim as pessoas vão poder continuar acompanhando o depois do livro.

Que rumo a vida seguiu, que fim cada um levou ou continua levando, minhas novas descobertas e quando algum fantasma volta a me pertubar, medos e conquistas.

Minhas confusões acreditem eu ainda me meto em muitas rsrsrs.

O livro foi parte da minha vida, mas a vida continua.

Tomara que vocês gostem e que possamos continuar a historia por aqui e que ela seja leve